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Life of a Wonderer

Life of a Wonderer

Bênção das Pastas

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Ontem celebrei a minha bênção das pastas (ou, como muita gente conhece, queima das fitas) e não podia ter tido um dia melhor! Foi, possivelmente, o melhor dia da minha vida até hoje.

 

Depois da cerimónia, o resto do dia foi passado a celebrar em família, e é em dias como este que me sinto eternamente grata pela família fantástica que tenho. Tenho a sorte de ter crescido ao lado destas pessoas que me têm acompanhado ao longo da vida, e que continuam a estar do meu lado a cada marco de vida que há para celebrar.

 

Foi um dia cheio de momentos que vou levar para sempre no coração. Por todas as fotos tiradas, todas as conversas carregadas de sabedoria e maturidade, toda a união, o brinde com todos os finalistas do restaurante, por todos os risos, todos os abraços, todos os momentos - um enorme Obrigada! Do fundo do coração, obrigada a todos aqueles que me proporcionaram o melhor dia que podia ter tido.

 

Apesar de ter demorado, foi um orgulho ter chegado aqui. Apesar dos obstáculos, das tristezas, das desesperanças, finalmente está uma etapa concluída. O meu percurso académico ainda não acabou por aqui - tenho um Mestrado por fazer -, mas parte dele está concluído. Fiz o melhor que pude, dei o melhor de mim, tentei o quanto consegui. Foi um caminho e tanto... E só resta esperar para ver aquilo que o futuro me reserva!

Um dia na Guarda (e um pequeno passo dado)

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Embora não conheça nem metade da cidade, a Guarda já não me é propriamente desconhecida: o meu pai é de uma aldeia lá perto e, por esse motivo, sempre que há festas de família da parte dele, é para lá que caminhamos. No Domingo passado foi a vez de irmos lá para celebrar a queima das fitas de uma prima minha (desta vez, curiosamente, da minha família materna) e, apesar de só termos passeado uma hora (ou até menos) antes de nos dirigirmos ao restaurante, deu para relembrar certos lugares e conhecer recantos novos da cidade.

 

A Guarda, para mim, tem uma imensa beleza histórica - pelo menos no centro da cidade -, e acho que é impossível não nos sentirmos num Portugal bem longínquo quando passamos pela Sé ou pelas muralhas do castelo. Por incrível que pareça, nunca entrei dentro da Sé (e já passei lá muitas vezes), nem nunca subi em certas muralhas (não tenho a certeza se é possível naquelas por onde passei, mas como vi escadas vou simplesmente assumir que sim!). Prometi a mim mesma que da próxima vez terei que fazer pelo menos uma dessas coisas.

 

Aquele passeio fez-me também conhecer um pequeno canto pelo qual me apaixonei e fiquei encantada: o Paço da Cultura. Com uma breve pesquisa, percebo que não é segredo para ninguém e que até promovem lá eventos, mas não consigo acreditar nas vezes que passei ali e nunca tinha reparada naquele pequeno recanto! Para mim, foi a melhor surpresa daquele breve passeio.

 

Por fim, a melhor coisa desse dia foi que fui eu a conduzir para e na Guarda (assim como no regresso). Devo dizer que sou daquelas pessoas que sentem imensa ansiedade em conduzir para/num sítio que não conhecem, sendo que no ano e meio que tenho carro, nunca o fiz e sempre evitei (eficazmente, como se pode perceber) fazê-lo. Evitava fazê-lo até mesmo quando as pessoas conheciam o caminho. Neste caso, fui com pessoas que sabiam por onde iam - excepto na cidade em si -, mas fomos, chegámos e regressámos, e correu tudo bem. Foi certamente um progresso para mim, e fiquei com muita vontade de lá voltar, agora que já me aventurei nesse caminho. Ainda tenho muito da Guarda para ver e visitar, além da família para rever. Foi sem dúvida um pequeno passo em enfrentar um dos meus maiores medos!

 

E vocês, já visitaram esta cidade? Ou, por outro lado, também sentem este medo? Partilhem comigo as vossas experiências nos comentários!

A importância da saúde mental

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Há uns anos atrás, quando disse a uma rapariga que eu era estudante de Psicologia, ela respondeu-me que acreditava que um dia ainda iam todos precisar muito de nós (psicólogos). Por um lado, concordo plenamente com ela. Por outro, será que é assim mesmo? A sociedade pensa que não precisa de nós, e não vejo isso a mudar tão cedo.

 

Sim, há mais informação a circular, e ainda bem! Embora não ache que seja ainda suficiente, é, sem dúvida alguma, mais do que aquela que costumávamos ter há anos atrás. Já cheguei a achar que o problema era falta de informação. No entanto, numa sociedade cada vez mais informada, acho que o problema passa mais pelo que as pessoas escolhem fazer com a informação que têm. E nesse aspecto, a saúde mental ainda é muito desprezada pela sociedade.

 

Acredito que as doenças mentais, por serem doenças invisíveis, sejam mais difíceis de compreender. Isso não significa que se deva mostrar uma completa falta de empatia por quem sofre delas e achar que são coisas levianas que só não passam porque a pessoa não quer. Este é sempre um assunto do qual gosto e sinto necessidade de falar, mas este post em particular foi proporcionado por um belo e típico comentário que vi numa notícia sobre o suicídio do Avicii, onde o sujeito dizia que era ridículo ele ter-se suicidado no auge da sua carreira e tendo tanto dinheiro. Como estes há muitos, e eu comecei a evitá-los ao máximo, mas naquele dia em particular cometi o erro de ir ler esse tipo de coisas ignorantes.

 

Meus caros... eu costumo dizer que, se a depressão passasse com sorrir mais vezes, se a ansiedade acabasse com a prática de yoga, então estas condições e tantas outras não seriam chamadas de "doenças". Se fosse assim tão fácil e tão simples, nem sequer haveria margem para se tornarem doenças! Não é preciso pensar muito para se chegar a essa conclusão, pelo menos.

 

As doenças mentais são causadas por uma variedade de factores: genéticos, neurobioquímicos, ambiente (social, familiar, escolar), aprendizagens, e por aí fora, isto colocando as coisas de forma bem geral e ampliada. Dizer a uma pessoa com ansiedade para tentar acalmar-se é o mesmo que atirar alguém de um penhasco e comunicar-lhe a mesma coisa. Nessa situação, a pessoa está com uma carga de adrenalina de todo o tamanho porque não quer morrer e está com medo, mas olhe, por favor, tente acalmar-se. Vai ver que passa. Ok, eu vou tentar parar com o sarcasmo - desculpem, mas nestes assuntos é-me sempre difícil, há coisas que me tiram do sério! -, mas percebem a ideia, certo? Se o corpo de uma pessoa ansiosa lhe está a comunicar que está com medo, seja lá do que for e mesmo que não exista perigo real nenhum, é um bocado difícil a pessoa comandar "olha, a dose de adrenalina foi boa mas agora já chega". Como é óbvio, estes medos não vêm do nada, e não são doenças apenas químicas, e é aí que entram as aprendizagens, experiências, etc. - coisas a que o cérebro da pessoa está habituado há anos, até mesmo décadas.

 

Isto foi apenas um exemplo para que se possa perceber que não é assim tão fácil acabar com estes problemas. E que são, de facto, problemas sérios, que podem levar a isolamento, a comportamentos auto-destrutivos, entre tantas outras coisas que não são bonitas para quem as vivencia e para quem acompanha a pessoa que as vivencia.

 

O impacto das doenças mentais pode ser gravíssimo e estas doenças são excruciantemente solitárias. A pessoa já sente que há algo de errado com ela por não ser capaz de agir como os outros perante determinadas situações, e a sociedade por si só ainda a ajuda a pensar desta forma ao não aceitar aquilo que ela tem como um problema e ao tratar a sua condição como se de uma constipação se tratasse. O sofrimento e a dor que estas pessoas acarretam é uma coisa tão grande e a sociedade só faz por isolá-las ainda mais, e por fazê-las sentir que são estranhas (para não dizer "maluquinhas da cabeça") ainda mais.

 

Acredito que as pessoas deviam ser acompanhadas por um psicólogo desde cedo, com ou sem problemas, para deixar de se praticar apenas a intervenção e passar a fazer-se também prevenção. Mas isto faz parte de uma sociedade ideal e utópica, e é algo que nunca vai acontecer. Há imensa coisa que podia ser evitada nos dias de hoje se as pessoas tivessem um acompanhamento psicológico adequado e se, para isso, a sociedade contribuísse com reconhecimento e valorização da doença mental. Eu, tal como a rapariga de quem falei no início, acredito que as pessoas vão cada vez mais ser acometidas por doenças mentais. O que resulta daí só depende de todos nós, e da nossa capacidade de abrirmos os horizontes, irmos além da realidade que conhecemos, e percebermos e interiorizarmos a realidade dos outros. A saúde mental é tão importante quanto a física. Só não vê quem não quer.

 

O que acham deste assunto? A saúde mental é um dos temas pelos quais sou mais apaixonada, por favor, partilhem comigo as vossas opiniões. Vamos conversar!

 

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Comer com consciência #3: As fraquezas

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Não sei se lhes quero chamar exactamente "fraquezas" mas, à falta de melhor palavra, ficará assim. Disse-vos que isto seria uma jornada que duraria anos, porque, de facto, não acho que seja uma coisa tão fácil de mudar de um dia para o outro, mas dou os meus parabéns a quem o consegue. Quando decidi registar esta jornada pela maior consciência alimentar sabia que era para partilhar tudo com vocês: os pontos positivos e os pontos negativos.

 

Se olharmos para este percurso como um continuum cheio de curvas para cima e curvas para baixo, diria que estou, há algumas semanas, numa curva para baixo. Não muito abaixo, mas ainda assim abaixo. Apesar de, por agora, não ser de todo a minha intenção restringir-me por inteiro, gostava de reduzir, de facto, o meu consumo de certas coisas. Mas dou por mim, quase todas as semanas, a comprar um chocolate na máquina da universidade nos dias em que almoço lá porque me apetece alguma coisa doce depois de comer - que não só é uma má escolha alimentar como um tremendo desperdício do meu dinheiro. Dou por mim a combinar idas ao McDonalds porque de facto me apetece (esta causa-me culpa mais porque passei uns bons meses sem grande vontade de lá ir, precisamente porque a comida é uma porcaria em termos nutricionais), ou a dizer à minha mãe para me trazer um pacote pequeno de batatas fritas do café, para matar a vontade.

 

Há coisas que não me causam culpa, como comer um Magnum de vez em quando depois das refeições - algo que faço há anos -, ou beber café com açúcar (amarelo), porque me é impossível bebê-lo sem nada. Não quer dizer que no futuro não mude essas coisas, mas vêm de há mais tempo, e embora sejam evitáveis, considero que as coisas que referi mais acima são mais evitáveis ainda. Por serem mais pontuais, eu podia fazer um esforço para não comprar um chocolate na máquina, para não ir ao McDonalds, para não pedir que me comprem um pacote de batatas fritas.

 

Não quero com isto fazer parecer que me estou a martirizar por elas, porque não estou, mas também não as encaro com indiferença e descontracção, porque considero que é nessas pequenas coisas que começa a mudança, naquelas que são mais facilmente evitáveis, e é nelas que eu, de momento, não estou a mudar.

 

Por outro lado, e destacando aqui algo mais positivo, tenho consciência de que já fiz algumas mudanças e já reduzi o meu consumo daquilo que podia, naquilo que podia. E não são estas coisas que apagam os pequenos progressos que fiz, e vou fazendo, aqui e ali.

 

Gostava também de vos falar de outra coisa que, desde o início, já sabia que ia enfrentar. Eu não só tenho a universidade a ocupar-me o tempo, como tenho problemas de falta de energia e canso-me muito facilmente (até hoje ainda não consegui saber porquê), pelo que, juntando isso à universidade, é pouca a energia que tenho para dedicar a outras coisas. Por exemplo, quase nunca consigo ler em tempos de aulas, porque quando por acaso tenho tempo, não tenho cabeça. Tomei esta decisão de fazer melhores escolhas alimentares quando estava nas férias entre os semestres, mas já sabia de antemão que não ia conseguir informar-me e educar-me melhor quando começasse o segundo semestre. Gostava de promover mais mudanças na minha vida mas não sinto vontade de mudar coisas sobre as quais não tenho informação suficiente. Felizmente, daqui a pouco mais de um mês terminam as aulas, e vou poder dedicar-me mais a este objetivo, além de vos transmitir as informações que obtenha.

 

Enfim, isto é todo um percurso complexo, e como disse no primeiro post desta série, longo e demorado. Não estou com falta de motivação, pois continuo a querer mudar a minha alimentação ao ritmo que tiver que ser, mas talvez esteja, neste momento, com alguma falta de foco. Independentemente disso, sei que é apenas uma fase, e vou fazer o que possa para sair dela.

 

Gostava de vos deixar com algo para reflectir (e sobre o qual o motivo deste post me tem feito reflectir muito também): qual é a linha que separa o ritmo do desleixo? Nunca tive interesse em ser daquelas pessoas que se castigam por este erro e aquele, e que têm que seguir tudo à risca, no entanto acabo por ver estes pequenos "descuidos" como desleixos, quando talvez devesse começar a encará-los como parte do meu ritmo de evolução e progressão nesta "viagem" e a vê-los e aceitá-los com um pouco mais de descontracção.

 

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"Comer com consciência" é o registo da minha jornada para uma alimentação mais saudável e mais consciente. Podes acompanhar-me e consultar todas as publicações aqui.

Cinco coisas que aprendi nos 20s

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Embora grande parte das pessoas me dê menos idade (às vezes até menos de 18), é um facto que tenho 24 anos, daqui a uns meses 25. Sei que não são propriamente 65 anos, mas já são uns quantos aninhos para se ir aprendendo alguma coisa da vida, por isso hoje decidi partilhar com vocês cinco coisas que aprendi nos meus 20s (pelo menos até ver!).

 

1. As pessoas não são tão más quanto pensamos.

 

Esta vem na sequência de algo sobre o qual ainda não falei aqui, e não sei quando me vou sentir preparada para tal, mas o que é certo é que aprendi que as pessoas não são nenhum monstro de sete cabeças. Gostava de poder elaborar isto, mas não consigo sem falar do que realmente queria. Deixo apenas registado que as pessoas não nasceram para nos julgarem a nós especialmente, nem para nos fazerem a vida negra, isto falando de um modo geral, como é óbvio. Não tenham medo daquilo que os outros pensam, o mais certo é que não pensem sequer. Por outro lado...

 

2. As pessoas não são tão boas quanto pensamos.

 

No último ano especialmente apercebi-me de que sou o tipo de pessoa que vê imediatamente o bem nos outros. Aprendi de maneiras menos boas que isso nem sempre é verdade, que algumas pessoas são simplesmente más e que elas realmente existem pelo mundo fora. Felizmente, temos a escolha e o poder de deixarmos de desperdiçar o nosso tempo e energia com pessoas que não merecem isso de forma alguma.

 

3. Nós somos as pessoas mais importantes das nossas vidas.

 

Não o digo de forma egoísta, mas sim no sentido de que devemos aprender a gostar de nós mesmos. Eu já fui uma pessoa extremamente insegura, e não vos vou mentir e dizer que hoje sou a pessoa mais segura e confiante do mundo. Não sou. Mas depois de alguns tropeços na minha vida, e num deles em especial, comecei a perceber o quão desesperadamente me apoiava nas outras pessoas para conseguir validação, aprovação, um sinal de que eu era boa pessoa porque gostavam de mim (e tinham que gostar de mim, o que os outros pensavam era de extrema importância!). A partir daí mudei de uma forma que nunca achei que fosse mudar, e não se trata tanto de aprender a amar-me como sou (isso vem um pouco por acréscimo), mas de reduzir o impacto que os outros têm no meu autoconceito, na minha autoestima. Ninguém fará o trabalho de gostar de mim melhor do que eu própria, nem ninguém deve fazê-lo. É tão libertador quando nos sentimos gradualmente a despregar das garras dos outros, quando começamos a deixar de nos sentirmos afectados, quando começamos a depender apenas de nós próprios para um pouco de conforto, de calor, de amor(-próprio). Foi uma das coisas mais importantes que aprendi - e que continuo a aprender, porque nunca vou considerar isto como uma meta, mas sim como um processo contínuo e transversal a toda a minha vida, uma aprendizagem constante.

 

4. Tudo depende da perspectiva.

 

Não sei se me considero uma pessoa negativa, realista ou optimista, porque me considero sempre um pouco dos três em coisas diferentes. O que é certo é que em tempos já fui uma pessoa bastante negativa, a ponto de me prejudicar em termos de saúde mental, mas com o tempo, e não sei bem de que forma, comecei a perceber que as situações não eram o problema, o problema era a forma como eu as via. Sei que isto é bastante óbvio para todos, e de facto não é algo que se consiga mudar de um dia para o outro, nem mesmo talvez quando se queira - é preciso haver ali alguma mudança de pensamento, alguma mudança na forma de encararmos as coisas. Isto depende de um conjunto de factores para que se consiga, mas eu sinto que finalmente consegui adoptar uma perspectiva muito mais saudável de um modo geral em relação às coisas da vida. Se me dissessem isso há anos atrás, nunca teria acreditado.

 

5. Nem sempre é mau desistirmos daquilo que queremos.

 

Não queria ser daquelas pessoas que dizem que tudo acontece por uma razão, mas... neste aspecto, acredito mesmo que tudo acontece por uma razão. Quando somos obrigados a fazer escolhas complicadas que envolvam coisas das quais não queríamos abdicar pode parecer o fim do mundo, mas a longo prazo não vai ser assim tão mau. E se for, bem... Sou dessas pessoas que acreditam que nunca é tarde para se mudar. A questão é que talvez tenhamos que largar os nossos sonhos, pelo menos temporariamente, e talvez isso pareça a pior coisa do mundo porque queríamos mesmo aquilo e agora não há forma de vivermos isso, mas isso não significa que a alternativa vá ser pior. Devemos sempre dar tempo ao tempo e dar oportunidade às experiências, mesmo que não sejam tão desejáveis, porque nunca sabemos o que nos podem trazer. E no fim de contas, para o bem ou para o mal, é mais uma aprendizagem.

 

Aqui estão cinco das várias coisas que aprendi nestes últimos anos! Se tiverem alguma da vossa própria sabedoria para partilhar, estejam à vontade - terei todo o gosto em ler!

Sobre mim


24 anos, estudante de Psicologia. Apaixonada por Lisboa e por gatos. Introspectiva por natureza e com muitos pensamentos para partilhar! Publicações todas as sextas.

📖 A ler: The Night Circus (Erin Morgenstern) // The Bad Beginning (Lemony Snicket)

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