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Life of a Wonderer

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Cinco coisas que aprendi nos 20s

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Embora grande parte das pessoas me dê menos idade (às vezes até menos de 18), é um facto que tenho 24 anos, daqui a uns meses 25. Sei que não são propriamente 65 anos, mas já são uns quantos aninhos para se ir aprendendo alguma coisa da vida, por isso hoje decidi partilhar com vocês cinco coisas que aprendi nos meus 20s (pelo menos até ver!).

 

1. As pessoas não são tão más quanto pensamos.

 

Esta vem na sequência de algo sobre o qual ainda não falei aqui, e não sei quando me vou sentir preparada para tal, mas o que é certo é que aprendi que as pessoas não são nenhum monstro de sete cabeças. Gostava de poder elaborar isto, mas não consigo sem falar do que realmente queria. Deixo apenas registado que as pessoas não nasceram para nos julgarem a nós especialmente, nem para nos fazerem a vida negra, isto falando de um modo geral, como é óbvio. Não tenham medo daquilo que os outros pensam, o mais certo é que não pensem sequer. Por outro lado...

 

2. As pessoas não são tão boas quanto pensamos.

 

No último ano especialmente apercebi-me de que sou o tipo de pessoa que vê imediatamente o bem nos outros. Aprendi de maneiras menos boas que isso nem sempre é verdade, que algumas pessoas são simplesmente más e que elas realmente existem pelo mundo fora. Felizmente, temos a escolha e o poder de deixarmos de desperdiçar o nosso tempo e energia com pessoas que não merecem isso de forma alguma.

 

3. Nós somos as pessoas mais importantes das nossas vidas.

 

Não o digo de forma egoísta, mas sim no sentido de que devemos aprender a gostar de nós mesmos. Eu já fui uma pessoa extremamente insegura, e não vos vou mentir e dizer que hoje sou a pessoa mais segura e confiante do mundo. Não sou. Mas depois de alguns tropeços na minha vida, e num deles em especial, comecei a perceber o quão desesperadamente me apoiava nas outras pessoas para conseguir validação, aprovação, um sinal de que eu era boa pessoa porque gostavam de mim (e tinham que gostar de mim, o que os outros pensavam era de extrema importância!). A partir daí mudei de uma forma que nunca achei que fosse mudar, e não se trata tanto de aprender a amar-me como sou (isso vem um pouco por acréscimo), mas de reduzir o impacto que os outros têm no meu autoconceito, na minha autoestima. Ninguém fará o trabalho de gostar de mim melhor do que eu própria, nem ninguém deve fazê-lo. É tão libertador quando nos sentimos gradualmente a despregar das garras dos outros, quando começamos a deixar de nos sentirmos afectados, quando começamos a depender apenas de nós próprios para um pouco de conforto, de calor, de amor(-próprio). Foi uma das coisas mais importantes que aprendi - e que continuo a aprender, porque nunca vou considerar isto como uma meta, mas sim como um processo contínuo e transversal a toda a minha vida, uma aprendizagem constante.

 

4. Tudo depende da perspectiva.

 

Não sei se me considero uma pessoa negativa, realista ou optimista, porque me considero sempre um pouco dos três em coisas diferentes. O que é certo é que em tempos já fui uma pessoa bastante negativa, a ponto de me prejudicar em termos de saúde mental, mas com o tempo, e não sei bem de que forma, comecei a perceber que as situações não eram o problema, o problema era a forma como eu as via. Sei que isto é bastante óbvio para todos, e de facto não é algo que se consiga mudar de um dia para o outro, nem mesmo talvez quando se queira - é preciso haver ali alguma mudança de pensamento, alguma mudança na forma de encararmos as coisas. Isto depende de um conjunto de factores para que se consiga, mas eu sinto que finalmente consegui adoptar uma perspectiva muito mais saudável de um modo geral em relação às coisas da vida. Se me dissessem isso há anos atrás, nunca teria acreditado.

 

5. Nem sempre é mau desistirmos daquilo que queremos.

 

Não queria ser daquelas pessoas que dizem que tudo acontece por uma razão, mas... neste aspecto, acredito mesmo que tudo acontece por uma razão. Quando somos obrigados a fazer escolhas complicadas que envolvam coisas das quais não queríamos abdicar pode parecer o fim do mundo, mas a longo prazo não vai ser assim tão mau. E se for, bem... Sou dessas pessoas que acreditam que nunca é tarde para se mudar. A questão é que talvez tenhamos que largar os nossos sonhos, pelo menos temporariamente, e talvez isso pareça a pior coisa do mundo porque queríamos mesmo aquilo e agora não há forma de vivermos isso, mas isso não significa que a alternativa vá ser pior. Devemos sempre dar tempo ao tempo e dar oportunidade às experiências, mesmo que não sejam tão desejáveis, porque nunca sabemos o que nos podem trazer. E no fim de contas, para o bem ou para o mal, é mais uma aprendizagem.

 

Aqui estão cinco das várias coisas que aprendi nestes últimos anos! Se tiverem alguma da vossa própria sabedoria para partilhar, estejam à vontade - terei todo o gosto em ler!

Sobre mim


25 anos, mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde. Apaixonada por Lisboa e por gatos. Introspectiva por natureza e com muitos pensamentos para partilhar!

📖 A ler: The Night Circus (Erin Morgenstern) // Harry Potter and the Order of the Phoenix (J.K. Rowling) // A New Earth: Awakening to Your Life's Purpose (Eckhart Tolle)

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