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Life of a Wonderer

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Comer com consciência #3: As fraquezas

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Não sei se lhes quero chamar exactamente "fraquezas" mas, à falta de melhor palavra, ficará assim. Disse-vos que isto seria uma jornada que duraria anos, porque, de facto, não acho que seja uma coisa tão fácil de mudar de um dia para o outro, mas dou os meus parabéns a quem o consegue. Quando decidi registar esta jornada pela maior consciência alimentar sabia que era para partilhar tudo com vocês: os pontos positivos e os pontos negativos.

 

Se olharmos para este percurso como um continuum cheio de curvas para cima e curvas para baixo, diria que estou, há algumas semanas, numa curva para baixo. Não muito abaixo, mas ainda assim abaixo. Apesar de, por agora, não ser de todo a minha intenção restringir-me por inteiro, gostava de reduzir, de facto, o meu consumo de certas coisas. Mas dou por mim, quase todas as semanas, a comprar um chocolate na máquina da universidade nos dias em que almoço lá porque me apetece alguma coisa doce depois de comer - que não só é uma má escolha alimentar como um tremendo desperdício do meu dinheiro. Dou por mim a combinar idas ao McDonalds porque de facto me apetece (esta causa-me culpa mais porque passei uns bons meses sem grande vontade de lá ir, precisamente porque a comida é uma porcaria em termos nutricionais), ou a dizer à minha mãe para me trazer um pacote pequeno de batatas fritas do café, para matar a vontade.

 

Há coisas que não me causam culpa, como comer um Magnum de vez em quando depois das refeições - algo que faço há anos -, ou beber café com açúcar (amarelo), porque me é impossível bebê-lo sem nada. Não quer dizer que no futuro não mude essas coisas, mas vêm de há mais tempo, e embora sejam evitáveis, considero que as coisas que referi mais acima são mais evitáveis ainda. Por serem mais pontuais, eu podia fazer um esforço para não comprar um chocolate na máquina, para não ir ao McDonalds, para não pedir que me comprem um pacote de batatas fritas.

 

Não quero com isto fazer parecer que me estou a martirizar por elas, porque não estou, mas também não as encaro com indiferença e descontracção, porque considero que é nessas pequenas coisas que começa a mudança, naquelas que são mais facilmente evitáveis, e é nelas que eu, de momento, não estou a mudar.

 

Por outro lado, e destacando aqui algo mais positivo, tenho consciência de que já fiz algumas mudanças e já reduzi o meu consumo daquilo que podia, naquilo que podia. E não são estas coisas que apagam os pequenos progressos que fiz, e vou fazendo, aqui e ali.

 

Gostava também de vos falar de outra coisa que, desde o início, já sabia que ia enfrentar. Eu não só tenho a universidade a ocupar-me o tempo, como tenho problemas de falta de energia e canso-me muito facilmente (até hoje ainda não consegui saber porquê), pelo que, juntando isso à universidade, é pouca a energia que tenho para dedicar a outras coisas. Por exemplo, quase nunca consigo ler em tempos de aulas, porque quando por acaso tenho tempo, não tenho cabeça. Tomei esta decisão de fazer melhores escolhas alimentares quando estava nas férias entre os semestres, mas já sabia de antemão que não ia conseguir informar-me e educar-me melhor quando começasse o segundo semestre. Gostava de promover mais mudanças na minha vida mas não sinto vontade de mudar coisas sobre as quais não tenho informação suficiente. Felizmente, daqui a pouco mais de um mês terminam as aulas, e vou poder dedicar-me mais a este objetivo, além de vos transmitir as informações que obtenha.

 

Enfim, isto é todo um percurso complexo, e como disse no primeiro post desta série, longo e demorado. Não estou com falta de motivação, pois continuo a querer mudar a minha alimentação ao ritmo que tiver que ser, mas talvez esteja, neste momento, com alguma falta de foco. Independentemente disso, sei que é apenas uma fase, e vou fazer o que possa para sair dela.

 

Gostava de vos deixar com algo para reflectir (e sobre o qual o motivo deste post me tem feito reflectir muito também): qual é a linha que separa o ritmo do desleixo? Nunca tive interesse em ser daquelas pessoas que se castigam por este erro e aquele, e que têm que seguir tudo à risca, no entanto acabo por ver estes pequenos "descuidos" como desleixos, quando talvez devesse começar a encará-los como parte do meu ritmo de evolução e progressão nesta "viagem" e a vê-los e aceitá-los com um pouco mais de descontracção.

 

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"Comer com consciência" é o registo da minha jornada para uma alimentação mais saudável e mais consciente. Podes acompanhar-me e consultar todas as publicações aqui.

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Sobre mim


25 anos, mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde. Apaixonada por Lisboa e por gatos. Introspectiva por natureza e com muitos pensamentos para partilhar!

📖 A ler: The Night Circus (Erin Morgenstern) // Harry Potter and the Order of the Phoenix (J.K. Rowling) // A New Earth: Awakening to Your Life's Purpose (Eckhart Tolle)

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