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Life of a Wonderer

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Estudar Psicologia #2: Como é o curso em si?

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Confesso que esta parte é a mais difícil de escrever, porque não é "universal" a todo o país, sendo que cada universidade tem o seu curso, com as suas cadeiras, as suas estruturas e o seu modo de funcionamento.

 

Uma coisa que acredito que seja comum a todos os cursos de Psicologia no país é o facto de ser um curso com uma grande carga de trabalho. Cada curso universitário é trabalhoso à sua maneira, e a maneira da Psicologia é: artigos, artigos, artigos, artigos, artigos. A quantidade de coisas que temos que ler – seja para frequências, para trabalhos de grupo, para trabalhos nas aulas – é enorme. Sejam artigos científicos, teses, livros, o curso de Psicologia é incrivelmente teórico e só conseguimos imaginar na nossa mente aquele típico monte de folhas a aumentar, a aumentar, a aumentar.

 

Tenho que dar ênfase ao "incrivelmente teórico", sendo que em qualquer licenciatura do país não é permitido exercermos práticas – o que acaba por ser legítimo e normal, uma vez que estamos apenas ainda a aprender as bases gerais da Psicologia. Se noutros cursos podem estagiar no final do terceiro ano, em Psicologia precisamos de caminhar um pouco mais para lá chegarmos. No entanto, há outros tipos de práticas que se podem fazer, como observação ou investigação. Tenho que ser sincera e dizer que a minha universidade não é das melhores no que diz respeito ao curso de Psicologia, porque é um curso excessivamente teórico. Existem universidades, por outro lado, que têm um curso ligeiramente mais prático, com análise de casos, laboratórios, etc. (por exemplo, Universidade de Évora).

 

Outro aspecto importante é que em Psicologia, podem esperar aprender de tudo. E quando digo de tudo, é mesmo de tudo. Quando pensamos em Psicologia, pensamos em mente – em cognições, emoções. No entanto, a Psicologia envolve tanto mente como corpo, e isso abrange todo um número de outras áreas: biologia, neurobioquímica, física, neuroanatomia. Além de estatística, devido à componente de investigação. Por isso, podem esperar estudar coisas como a rede neuronal (sinapses, potenciais, entre tantas outras coisas complicadas para quem vem de Humanidades – trust me, I know!), ritmos circadianos ou mesmo coisas que parece que não têm nada a ver, como o sistema digestivo. Claro que, uma vez mais, as coisas específicas que vão aprender dependem dos cursos em si e dos planos de estudo. Mas, de um modo geral, não vão realmente escapar às áreas principais que referi acima, uma vez que são todas essenciais à nossa compreensão e aprendizagem.

 

Creio que estes são os principais pontos que acho que devia referir mas, mais uma vez, se tiverem questões podem colocá-las nos comentários abaixo e eu vou tentar responder às vossas dúvidas o melhor que conseguir! No terceiro post desta série, vou dar-vos a minha opinião sobre estudar-se Psicologia, abrangendo vários aspectos que abordei neste e no primeiro post (sobre a legislação e regulamentos da OPP, que podem ver aqui).

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Sobre mim


25 anos, mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde. Apaixonada por Lisboa e por gatos. Introspectiva por natureza e com muitos pensamentos para partilhar!

📖 A ler: The Night Circus (Erin Morgenstern) // Harry Potter and the Order of the Phoenix (J.K. Rowling) // A New Earth: Awakening to Your Life's Purpose (Eckhart Tolle)

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