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Life of a Wonderer

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Objectivos para os 25

Apesar de toda a gente me dar menos idade do que tenho, a verdade é que completei um quarto de vida no início de Agosto (sim, já foi quase há um mês, desculpem!). Devo dizer que não tenho por hábito traçar objectivos nessas ocasiões. Em novos anos, sim, em aniversários, nunca me passou pela cabeça. Até agora. Não sei porquê; talvez porque os 25 são daquelas datas mais marcadas na vida de alguém. O que é certo é que há várias coisas que gostava de cumprir, e em vez de as destinar a 2019, destino-as aos meus 25. Aqui estão então os meus objectivos para os 25! 

 

1. Tratar de mim. Não me vou alongar muito neste assunto, mas sofro muito de falta de energia. É um problema que afecta a minha vida em vários aspectos, e estou a chegar a um ponto em que começo a ficar farta de não poder (ou não conseguir) fazer a minha vida diária como uma pessoa "normal" porque simplesmente não tenho energia para tal. Por ser estudante, passo a maior parte de um ano inteiro na universidade e a trabalhar para isso, e essa é basicamente a única coisa para a qual dirijo todas as poucas energias que tenho, que nem assim às vezes são suficientes. Este objectivo, na verdade, já começou a ser trabalhado em Julho quando (finalmente) se descobriu o porquê. Agora só espero que o tratamento resulte, até porque alguns dos objectivos que se seguem dependem deste em larga escala.

 

2. Ler mais. Este é um dos objectivos que dependem do primeiro. Durante as férias de Verão ou aquelas entre os semestres não tenho problemas em cumprir este objectivo. Em todos os outros dias do ano, contudo, torna-se um pouco mais complicado ter tempo, cabeça ou as duas coisas. Tenho lido imenso nestas férias (mais do que em qualquer outras), mas o verdadeiro desafio virá no ano lectivo. E eu quero mesmo muito cumprir este objectivo, a qualquer altura do ano.

 

3. Estar mais "em contacto" comigo mesma, com a realidade, o mundo – enfim, com tudo. Não acho que alguma vez tenha sido uma pessoa espiritual, mas acredito que há alguns anos atrás me sentia mais conectada, não sei se comigo mesma, mas pelo menos com a Natureza, por exemplo. Sinto que ao longo dos anos perdi um pouco essa "conexão". Talvez também devido à falta de energia, deixei de me inspirar no mundo à minha volta. Para além disso, nos últimos tempos, e de uma forma um pouco diferente, tenho sentido que me perdi um pouco como pessoa em alguns aspectos, agindo contra os meus princípios e acabando, por vezes, por me sentir uma estranha, pelo que quero mesmo muito recuperar-Me e ligar-me mais a mim mesma e ao que me rodeia.

 

4. Ir ao ginásio. Não me vou alongar também muito neste aspecto, mas quero dizer-vos que a ideia de ir para um ginásio me provoca tanta ansiedade que ando a matutar nela há já dois anos, sem ainda ter tido coragem de me inscrever num. Espero que seja este ano!

 

5. Comer com mais consciência. Embora ande ainda um pouco perdida, isto nunca deixará de ser um objectivo.

 

6. Estar em paz com a minha vida. Ultimamente, tenho-me sentido extremamente cansada de levar uma vida de estudante universitária. Já levo um longo percurso na universidade, e cheguei a um ponto em que estou farta de não poder trabalhar e ganhar o meu próprio dinheiro, de chegar a casa sem poder descansar porque há sempre algo para fazer, enfim. Como dizem, "já são muitos anos a virar frangos", excepto que neste caso é mesmo num sentido negativo. Este cansaço é tão grande que já não há amor pela psicologia que o valha, uma vez que o problema é a universidade no geral. Visto que este vai ser o meu último ano a estudar (depois disso vem o estágio e a dissertação), espero conseguir sentir-me um pouco mais em paz. Quanto mais não seja porque é o mestrado e já é algo mais direccionado àquilo que realmente gosto, e talvez isso me motive um pouco mais. Já agora, este é o motivo pelo qual desisti de escrever a terceira e última parte da série "Estudar Psicologia". Acho que sairia um post desnecessariamente negativo, e não seria justo levar as pessoas em erro, ainda mais quando o problema não é a psicologia em si.

 

7. Praticar yoga e/ou meditação. Em 2012, cheguei a praticar yoga durante um mês, em casa. Mas tenho um enorme problema de auto-disciplina e acabei por me desleixar e deixar para lá. Gostava muito de voltar a isso, e até mesmo de fazer meditação, porque acredito que traga uma paz de alma cada vez mais necessária a todos nós – além de ajudar no objectivo de me conectar mais comigo e com a realidade!

 

8. Começar um diário de gratidão. Acho que nos esquecemos muitas vezes de estarmos conscientes e agradecermos aquilo que temos e as oportunidades que nos são oferecidas, sejam coisas mais "simples" – como ter água potável para beber – ou mais importantes – como simplesmente estar vivo. Esta ideia surgiu-me sobretudo quando estava com problemas em usar o Instagram, uma vez que me fez perceber que apesar de todos os pontos negativos, há sempre coisas pelas quais devíamos estar gratos – e um diário de gratidão não só nos lembra disso como nos obriga a pensar nelas.

 

Não são muitos, mas cada um deles tem o seu significado. Não me vou pressionar nem me vou martirizar se alguns deles não forem cumpridos – há uns mais fáceis, outros menos –, mas quero pelo menos tentar fazê-lo. Veremos o quanto consegui atingir daqui a um ano!

Sobre mim


25 anos, mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde. Apaixonada por Lisboa e por gatos. Introspectiva por natureza e com muitos pensamentos para partilhar!

📖 A ler: The Night Circus (Erin Morgenstern) // Harry Potter and the Order of the Phoenix (J.K. Rowling) // A New Earth: Awakening to Your Life's Purpose (Eckhart Tolle)

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