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Life of a Wonderer

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Comer com consciência: Parte um.

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Há algum tempo que tenho pensado muito no tema da alimentação - mais propriamente na alimentação que a sociedade nos "ensina" a ter, e na nossa cegueira ao consumirmos tudo e mais alguma coisa daquilo que está nas prateleiras dos hipermercados sem grandes problemas. De um modo geral, não pensamos muito naquilo que estamos a comer - nos nutrientes que estamos (ou não) a ingerir, na quantidade de substâncias que estamos a fornecer ao nosso corpo e no impacto que elas têm em nós, positivo ou negativo, a curto ou longo prazo. Acho que a maioria de nós não tem uma alimentação consciente e ponderada, não nos interessa muito aquilo que estamos a comer, desde que nos saiba bem e não nos faça sentir mal não há problema. É claro que estou a falar de um modo bastante generalizado, mas não deixa de ser, de facto, a regra.

 

Este tema era algo que já me passava pela cabeça várias vezes no ano passado, mas sinto que foi no início deste ano que começou a ter algum impacto em mim. Ao longo do tempo fui começando a seguir youtubers, bloggers e instagrammers que praticam uma cozinha saudável e acho que isso também ajudou a ter alguma consciência daquilo que estava - e estou - a fazer com o meu corpo ao alimentar-me desta forma que conheci toda a minha vida. Quanto mais não seja porque comecei a aprender pequenas coisas aqui e ali graças a estas pessoas, e isso fez-me começar a pensar: quão grande será o mal que estou a fazer?

 

Algumas circunstâncias pessoais também contribuíram para que começasse a pensar mais naquilo que ingerimos e fornecemos ao nosso corpo e não foi preciso muito mais para tomar a decisão definitiva de me reeducar, aos poucos e poucos, no que diz respeito à alimentação e, conforme aquilo que vou aprendendo, modificá-la. Assim, resolvi partilhar com vocês toda essa minha jornada aqui no blog, que, acreditem, será longa e demorada e irá levar anos. Sim, anos. Não pretendo que isto seja uma coisa radical e repentina, pelo contrário, sei que se fizer as coisas dessa forma vou rapidamente desistir. Uma coisa de cada vez - como se diz, passinhos de bebé.

 

Também não se trata propriamente de restrição, mas sim de moderação. O objectivo é aprender sobre aquilo que faz bem ao meu corpo e consumir o máximo possível dessas coisas. Não quer dizer que vá levar uma vida inteira sem nunca mais comer os meus chocolates preferidos da Milka ou da Cadbury porque é só açúcar e fazem um mal terrível. Quem sabe, até poderei não ter mais essas vontades, mas de momento o objectivo não passa mesmo por me restringir de forma extrema e total.

 

Basicamente, o meu primeiro objectivo é adquirir mais conhecimento e modificar a minha relação com a comida. E tal como disse, pretendo partilhar com todos vocês esse meu percurso por esta reeducação alimentar, seja em termos de pensamentos, progresso, ou conhecimentos relevantes que queira transmitir.

 

Apesar de querer levar cada coisa a seu tempo, há algumas mudanças que já comecei a implementar na minha alimentação. Por exemplo, deixei de comer carnes vermelhas. Não ainda totalmente, mas se como uma vez por semana já é muito. Também não me importo de comer se tiver mesmo que ser (em casa de alguém), mas deixou de fazer parte da minha alimentação regular, e noto que quando, por acaso, tenho que comer, já não sinto o mesmo gosto a comer, e já passo bem sem isso. É de referir que aqui em casa nós comíamos carne de porco todos os dias, às vezes nas duas refeições... Por isso é uma mudança enorme e que precisava mesmo de acontecer. Também já troquei a manteiga pelo azeite ou óleo de côco em cozinhados, mas ainda não consegui trocar nas torradas! Deixei de beber refrigerantes às refeições (coisa que bebia em todas...), e passei a beber apenas água.

 

Por outro lado, sei que há algumas coisas que vão ser desafios, por exemplo: não consumir açúcar; não consumir alimentos processados (possivelmente o maior desafio de todos eles, por dois motivos: 1) estou demasiado habituada a comer ao pequeno-almoço/petiscar/lanchar coisas como cereais, bolachas, ou pão com chouriça, presunto, fiambre, etc. (tenho diminuído o consumo dos dois primeiros, mas continuo a adorar tostas mistas); 2) eles estão em todo o lado! Chega a ser ridículo e até assustador.); deixar de consumir manteiga (torradas e tostas mistas); passar a comer exclusivamente alimentos integrais e produtos de agricultura biológica (além do factor "dinheiro", também vivo numa cidade pequena onde a variedade de escolha, apesar de estar a aumentar, ainda não é assim tanta).

 

Enfim, sinto que este post ficou um pouco confuso mas queria introduzir um pouco daquilo que tenho pensado acerca do assunto e de onde quero chegar com esta reeducação alimentar. Achei que seria boa ideia falar um pouco também daquilo que já fiz, e daquilo que acho que será mais difícil para mim, pessoalmente. Espero trazer-vos mais novidades nas próximas publicações do "Comer com consciência" e que me acompanhem nesta jornada que, sim, vai ser um bocadinho dura, mas espero que traga boas coisas a longo prazo!

 

P.S: Na foto estão uns brownies de batata doce e cacau que fiz há cerca de um mês atrás - foi a minha primeira experiência com doces saudáveis e gostei muito. Publiquei-a no instagram onde podem ver também a autora da receita (aqui), que aconselho muito porque ela cria imensas receitas saudáveis e eu estou com vontade de fazer mais!

Sobre mim


25 anos, mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde. Apaixonada por Lisboa e por gatos. Introspectiva por natureza e com muitos pensamentos para partilhar!

📖 A ler: The Night Circus (Erin Morgenstern) // Harry Potter and the Order of the Phoenix (J.K. Rowling) // A New Earth: Awakening to Your Life's Purpose (Eckhart Tolle)

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