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Life of a Wonderer

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Bênção das Pastas

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Nunca pensei ver chegar o dia em que terminasse a licenciatura (bom, tecnicamente ainda não terminou, mas não falta muito!). Não sei se isto acontece com todos os estudantes universitários ou se é só comigo, sobretudo porque já marco um longo percurso desde que comecei a universidade.

 

Não vou mentir e dizer que tudo isto foi um mar de rosas. Nem sequer vos vou falar do quão agradável foi a experiência, porque a verdade é que, sobretudo no último ano, atingi um ponto da minha vida que estou um pouco farta de ser estudante. Gostava de trabalhar e ganhar o meu próprio dinheiro, de chegar a casa e poder realmente descansar. E esse cansaço é tão grande que já não há amor pela Psicologia que o valha. Foram muitas as vezes que pensei "não serve de grande coisa este dia quando sou obrigada a fazer ainda um Mestrado". Mas isto são assuntos para outras histórias.  E de todo quero que isto seja um post negativo, mas quero que seja realista, e não posso fingir que esta não é a realidade em que me encontro.

 

Mas não se deixem enganar, porque nada disto impediu que a Bênção das Pastas fosse o melhor dia da minha vida. Não pela cerimónia, pouco pela sensação de ter uma etapa finalizada, mas porque foi um dia inteiro celebrado em família, e não podia ter pedido melhor. É em dias como este que me sinto a pessoa mais feliz e sortuda do mundo por ter a família que tenho.

 

Foi um dia inteiro de muitas gargalhadas, fotografias, abraços e até conversas sérias, e veio carregado de momentos e memórias que dificilmente esquecerei. Não é a bênção, não é a missa, as pastas, e definitivamente não é o calor que faz tudo valer a pena. São as pessoas que estão do nosso lado - as que sempre me acompanharam até aqui, as que, à sua maneira, contribuíram para aqui chegar, as que prestam o seu apoio incondicionalmente e me fazem sentir que nunca poderei estar sozinha.

 

O meu percurso foi longo, foi especialmente longo, mas valeu a pena, e por mais cansaço que sinta, continuará a valer a pena, porque ainda estou a fazer aquilo que gosto. Estou ansiosa pelo Mestrado, sobretudo porque é agora que começo a entrar na área mais concreta que quero e pela qual sou apaixonada - a Psicologia Clínica e da Saúde. Resta-me esperar que corra tudo bem, mas mais ainda, que continue a ter as mesmas pessoas do meu lado e a sentir o apoio delas com toda a força que tenho. Obrigada por fazerem parte da minha vida.

Um dia na Guarda (e um pequeno passo dado)

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Embora não conheça nem metade da cidade, a Guarda já não me é propriamente desconhecida: o meu pai é de uma aldeia lá perto e, por esse motivo, sempre que há festas de família da parte dele, é para lá que caminhamos. No Domingo passado foi a vez de irmos lá para celebrar a queima das fitas de uma prima minha (desta vez, curiosamente, da minha família materna) e, apesar de só termos passeado uma hora (ou até menos) antes de nos dirigirmos ao restaurante, deu para relembrar certos lugares e conhecer recantos novos da cidade.

 

A Guarda, para mim, tem uma imensa beleza histórica - pelo menos no centro da cidade -, e acho que é impossível não nos sentirmos num Portugal bem longínquo quando passamos pela Sé ou pelas muralhas do castelo. Por incrível que pareça, nunca entrei dentro da Sé (e já passei lá muitas vezes), nem nunca subi em certas muralhas (não tenho a certeza se é possível naquelas por onde passei, mas como vi escadas vou simplesmente assumir que sim!). Prometi a mim mesma que da próxima vez terei que fazer pelo menos uma dessas coisas.

 

Aquele passeio fez-me também conhecer um pequeno canto pelo qual me apaixonei e fiquei encantada: o Paço da Cultura. Com uma breve pesquisa, percebo que não é segredo para ninguém e que até promovem lá eventos, mas não consigo acreditar nas vezes que passei ali e nunca tinha reparada naquele pequeno recanto! Para mim, foi a melhor surpresa daquele breve passeio.

 

Por fim, a melhor coisa desse dia foi que fui eu a conduzir para e na Guarda (assim como no regresso). Devo dizer que sou daquelas pessoas que sentem imensa ansiedade em conduzir para/num sítio que não conhecem, sendo que no ano e meio que tenho carro, nunca o fiz e sempre evitei (eficazmente, como se pode perceber) fazê-lo. Evitava fazê-lo até mesmo quando as pessoas conheciam o caminho. Neste caso, fui com pessoas que sabiam por onde iam - excepto na cidade em si -, mas fomos, chegámos e regressámos, e correu tudo bem. Foi certamente um progresso para mim, e fiquei com muita vontade de lá voltar, agora que já me aventurei nesse caminho. Ainda tenho muito da Guarda para ver e visitar, além da família para rever. Foi sem dúvida um pequeno passo em enfrentar um dos meus maiores medos!

 

E vocês, já visitaram esta cidade? Ou, por outro lado, também sentem este medo? Partilhem comigo as vossas experiências nos comentários!

Adoptei um gato!

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Antes de mais, quero pedir imensa desculpa por não ter publicado nada na semana passada, mas aconteceram umas coisas e achei por bem tirar o resto do tempo e da semana para mim. Na verdade, as últimas semanas têm sido particularmente complicadas, e não tenho tido tempo ou cabeça para muita coisa. Mas adiante!

 

Lembram-se quando, há duas semanas atrás, vos disse que havia uma notícia que ainda não vos queria contar? Pois bem, era esta - tenho um gato! Quem me conhece sabe que a situação por si só é um milagre, porque tenho tentado há muito tempo convencer os meus pais, sem sucesso. Quando digo muito tempo é mesmo muito, pelo menos 6 anos. Pelo menos! A verdade é que nos últimos tempos eu já não dizia nada com a intenção de convencer porque já me tinha mentalizado que só ia ter um gato quando vivesse sozinha - no entanto, como um milagre de Páscoa, deixaram-me ter um gato! Escusado será dizer que nem queria acreditar (até chorei de felicidade).

 

Ele chegou no Domingo e adaptou-se bem, em dois dias já se tinha habituado a nós e à casa. Era suposto chamar-se Oswin, mas ninguém sabe dizer o nome dele correctamente e isso estragou-me um bocado a experiência por isso quis mudar e o meu pai escolheu Jonas (e eu que nem ligo nenhuma a futebol, mas ok).

 

É muito meiguinho e está sempre a querer festinhas e atenção. Enfim, estou muito feliz, porque nunca pensei mesmo que fosse chegar o dia que fosse ver um gato nesta casa. Entretanto, hoje já partiu uma jarra, mas isso são pormenores, certo? Certo.

 

Enfim, queria vir apenas contar-vos esta novidade e falar-vos do novo membro da família, porque isto é mesmo uma ocasião especial para mim. Vocês têm algum animal? Falem-me dele nos comentários!

Sobre mim


25 anos, mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde. Apaixonada por Lisboa e por gatos. Introspectiva por natureza e com muitos pensamentos para partilhar!

📖 A ler: The Night Circus (Erin Morgenstern) // Harry Potter and the Order of the Phoenix (J.K. Rowling) // A New Earth: Awakening to Your Life's Purpose (Eckhart Tolle)

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